quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Transvanguarda


Em 1980, a Quadragésima Bienal de Veneza foi marcada pelo aparição da “transvanguarda” ( o “além-vanguarda). O movimento foi idealizado por Achille Bonito Oliva, o qual afirmava que a pintura já não tinha história e tornara-se livre, podendo assim usar toda e qualquer influência. Oliva também achava que as características nacionais estavam fora de moda. Para ele, existia apenas a arte mundial, que se inspirava em todas as tradições, imitando, subvertendo e pastichando à vontade. Embora supostamente internacional, o núcleo da trasvanguarda era italiano; havia, porém, destacados membros estrangeiros, entre eles os alemães Kiefer e Baselitz. Nasceu nos primeiros anos da década de 1980, em contraste com a  arte povera movimento anterior de moda até então na Itália. A trans-vanguarda teorizava o regresso à alegria e às cores da pintura após alguns anos de dominação da  arte conceitual

O movimento teve como protagonistas um quinteto de artistas:  Sandro Chia,Enzo Cucchi, Francesco  Clemente, Nicola De Maria  e Mimmo Paladino . À parte pode ser mencionado o artista grego Jannis Kounellis .

Os transvanguardistas caracterizam-se por um ecleticismo  subjetivo, no qual os artistas voltam para uma linguagem pictórica clássica. Recorrem a temas mitológicos  clássicos como o minotauro ou o ciclope  e a temas heróicos com grande expressividade cromática. Outra das suas características é o "nomadismo", o artista é livre para transitar em qualquer época ou estilo do passado, tomando livremente qualquer referência de outros autores. Realizam obras geralmente figurativas, com referências iconográficas  com gosto pelo fragmentar (fragmentos de obras do passado).

 No Brasil, parece difícil apontar influências diretas da transvanguarda embora seja possível notar um número significativo de obras tributárias do neo-expressionismo, por exemplo, os trabalhos dos artistas da  Casa 7 –Nuno Ramos, Paulo Monteiro, Fábio Miguez, Rodrigo de Andrade e Carlito Carvalhosa-, as pinturas de Daniel Senise, Jorge Guinle e Cristina Canale , assim como parte das obras de Leda Catunda e Omar Pinheiro.

 

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