terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Modernismo


 
Pinacoteca do Estado de São Paulo apresenta exposição com os mestres do modernismo, a mostra ficará até 27 de dezembro de 2015,e conta com 50 quadros e esculturas dos artistas desse movimento da segunda metade do século passado,Tarsila do Amaral,Di Cavalcanti,Portinari e outros.
Tarsila do Amaral
Nasceu em Capivari, SP em 1886,uma das mais importantes representantes do movimento modernista brasileiro.
Em 1928, ela presenteia Oswald de Andrade com o quadro Abaporu (1928) A pintura estimula o escritor a fundar o movimento antropofágico. Neste período, a geometria é abrandada. As formas crescem, tornam-se orgânicas e adquirem características fantásticas, oníricas. Telas como O OVO”URUTU”(1928),   O SONO(1928) e  A LUA(1928), compostas de figuras selvagens e misteriosas, aproximam-na do surrealismo.
A partir da década de 1930, a vida de Tarsila modifica-se bastante. No primeiro ano da década separa-se de Oswald. Na mesma época, ocupa, por um curto período, a direção da Pinacoteca do Estado. Viaja para a União Soviética no ano seguinte e expõe em Moscou. A partir de 1933, seu trabalho ganha uma aparência mais realista. Influenciada pela mobilização socialista, pinta quadros como  Operários (1933) e  segunda classe(1933), preocupados com as mazelas sociais.
Em 1935, muda-se para o Rio de Janeiro. Sua vida é atribulada. A artista tem uma situação doméstica confusa, repleta de afazeres e afasta-se da pintura. Ocupa-se da disputa de posse de sua fazenda e trabalha muito como ilustradora e colunista na imprensa. A partir de 1936 colabora regularmente como cronista no Diário de São Paulo, função que ocupará até os anos de 1950. Nessa época, seus quadros ganham um modelado geométrico. As cores perdem a homogeneidade e tornam-se mais porosas e misturadas. Em 1938, recupera a propriedade, retorna à São Paulo e sua produção volta à regularidade. Reaproxima-se de questões que animaram o período heróico do modernismo brasileiro. A partir da segunda metade dos anos de 1940, as inquietações do período pau-brasil e da antropofagia são reformuladas, os temas rurais voltam de maneira simples. Em algumas telas, como  PRAIA(1947) e  PRIMAVERA(1946), as figuras agigantadas evocam o período antropofágico, mas agora aparecem sob forma mais tradicional, com passagens tonais de cor e modelado mais clássico.
Em 1950, é feita a primeira retrospectiva de seu trabalho, no MAM em São Paulo. A exposição dá mais prestígio à artista, nela as pinturas da fase "neo pau-brasil" são mostradas pela primeira vez. O retorno a temas nacionais anima Tarsila a pintar dois murais de forte sentido patriótico. Em 1954, termina procissão do santíssimo, encomendado para as comemorações do IV Centenário da Cidade de São Paulo. Dois anos depois, entrega O batizado de Macunaíma, para a Editora Martins. Em 1969, a crítica de arte Aracy Amaral organiza duas importantes retrospectivas do trabalho de Tarsila. Uma no MAC/USP e outra no MAM do Rio de Janeiro. As mostras consolidam sua importância para a arte brasileira. Tarsila falece em São Paulo em 1973.
 

 

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